Pulso da Razãopulso da razão

Carreira

Uma trajetória de quase quatro décadas

18 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Quando olho para trás, percebo que minha trajetória não foi uma linha reta.

E talvez justamente por isso ela faça sentido hoje.

Comecei no setor bancário, ainda muito jovem.

Foram mais de 14 anos em bancos e instituições financeiras, passando por diferentes funções até chegar à supervisão de retaguarda. Ali aprendi algo que me acompanha até hoje: processos precisam funcionar, números precisam fechar e informação precisa ser confiável.

Depois veio uma mudança importante.

Saí do ambiente bancário e mergulhei em tecnologia.

Desenvolvimento de sistemas, bancos de dados, SQL, infraestrutura, implantação de soluções...

Naquele momento, talvez parecessem caminhos diferentes.

Hoje percebo que foi uma das conexões mais importantes da minha carreira.

Tecnologia me ensinou a entender como a informação nasce, circula e pode ser transformada em algo útil.

Mais tarde, voltei cada vez mais para a gestão, finanças e controladoria.

Passei por organizações do terceiro setor, indústria, serviços, BPO e consultoria.

Liderei equipes, estruturei processos, trabalhei com orçamento, fluxo de caixa, DRE, indicadores, ERP, planejamento e redução de despesas.

Em uma das experiências, por exemplo, participei de uma transformação que levou a uma redução de 34% nas despesas operacionais em três anos.

Mas havia uma constante em tudo isso:

eu nunca consegui enxergar finanças, processos, tecnologia e pessoas como coisas separadas.

Foi essa visão que me levou ao BI.

Depois, à arquitetura de dados.

E agora, à Inteligência Artificial aplicada aos negócios.

Hoje, na Controladoria, atuo justamente nessa interseção:

negócio + finanças + processos + dados + tecnologia + pessoas.

Um exemplo recente resume bem essa fase da minha carreira.

Estou participando da concepção e implantação de uma plataforma corporativa integrada, envolvendo Comercial, Precificação, CRM, Orçamentação, PCP, RH e Financeiro.

O interessante não é simplesmente “usar IA para desenvolver um sistema”.

A IA acelera o desenvolvimento.

Mas alguém precisa entender o negócio, levantar requisitos, mapear processos, traduzir regras, modelar dados, desenhar a arquitetura e validar se a solução realmente resolve o problema.

É aí que a experiência acumulada ao longo dos anos ganha valor.

Talvez minha carreira pareça, olhando de fora, uma sequência de mudanças:

• Bancos • Tecnologia • Finanças e Controladoria • Gestão • BI e Dados • Inteligência Artificial e Transformação Digital

Mas eu vejo de outra forma.

Não foram caminhos diferentes.

Foram peças de um mesmo quebra-cabeça.

Aprendi a entender o negócio. Aprendi a entender os números. Aprendi a entender os sistemas. Aprendi a entender as pessoas. E agora estou aprendendo a combinar tudo isso com a Inteligência Artificial.

Depois de quase quatro décadas, talvez essa seja a principal lição:

conhecimento não se acumula. Conecta-se.

E é justamente nessa conexão que pretendo continuar construindo os próximos capítulos da minha carreira.

Comentários

Seja o primeiro a comentar neste artigo.

Deixe um comentário

Seu comentário passa por moderação antes de aparecer publicamente.